Implantar o primeiro Centro de Gestão de Resíduos Têxteis da Bahia, estruturando uma cadeia integrada de coleta seletiva, logística reversa, economia circular, reaproveitamento, reciclagem e destinação ambientalmente adequada d...
Registro 88586 · 2026
O que a fonte informa
- Valor do registro
- Valor não informado
- Estágio
- Planejamento registrado
- Beneficiário
- ASSOCIACAO DE EMPREENDEDORISMO SUSTENTAVEL E GESTAO DE RESIDUOS SOLIDOS E TEXTEIS DO BRASIL
- Município do beneficiário / UF
- SALVADOR / BA
- Parlamentar / autor informado
- Não informado
- Identificador na fonte
- 88586
- CNPJ do beneficiário
- 42909471000167
O município é o do beneficiário informado pela fonte; o local de execução pode ser diferente e deve ser conferido no objeto.
Situação original na fonte: Em Elaboração.
Origem: proposta de parceria; vínculo com emenda não confirmado.
O valor informado está associado a este registro. Ele não confirma pagamento ao fornecedor, saldo disponível ou uma contratação ainda por acontecer.
Descrição publicada na base consultada
Implantar o primeiro Centro de Gestão de Resíduos Têxteis da Bahia, estruturando uma cadeia integrada de coleta seletiva, logística reversa, economia circular, reaproveitamento, reciclagem e destinação ambientalmente adequada dos resíduos têxteis gerados no estado. O Centro será coordenado pela Associação do Empreendedorismo Feminino e Sustentável do Brasil – ASES Brasil e terá como base a experiência acumulada pelo Projeto Milieco na transformação de fardamentos profissionais, uniformes corporativos, enxovais hospitalares, retalhos e outros materiais têxteis inservíveis.A criação do Centro responde à ausência de uma estrutura especializada e integrada para receber, registrar, pesar, classificar, descaracterizar, armazenar, transformar e encaminhar corretamente os resíduos têxteis produzidos por órgãos públicos, hospitais, empresas, escolas, indústrias, instituições sociais e consumidores. Na ausência de soluções estruturadas, grande parte desses materiais perde seu potencial de reaproveitamento e pode ser encaminhada para aterros, incineração ou outras formas de destinação que desperdiçam recursos e ampliam os impactos ambientais.O Centro funcionará como uma unidade de referência estadual, reunindo infraestrutura, equipamentos, equipe técnica, tecnologia de rastreabilidade e espaços destinados à capacitação e à produção. O fluxo operacional compreenderá o diagnóstico dos geradores, implantação de pontos de entrega voluntária, planejamento das coletas, transporte, recepção, pesagem, registro de origem, triagem por composição e condição de uso, higienização quando necessária, descaracterização segura de uniformes, armazenamento temporário e definição da melhor rota de destinação para cada material.Os resíduos com condições de reaproveitamento serão direcionados ao reuso ou transformados, por meio de técnicas de corte, costura, design circular e upcycling, em mochilas, bolsas, ecobags, nécessaires, brindes ecológicos e outros produtos. Os materiais que não apresentarem viabilidade para transformação direta serão preparados e encaminhados a parceiros especializados em reciclagem, evitando que resíduos ainda aproveitáveis sejam destinados aos aterros. O sistema permitirá acompanhar a quantidade recebida, transformada, reciclada e destinada, produzindo relatórios e indicadores socioambientais para os parceiros.Além da dimensão ambiental, o Centro será um espaço de inclusão socioprodutiva. Mulheres em situação de vulnerabilidade econômica, especialmente mulheres negras, mães solo, costureiras, artesãs e chefes de família, participarão de capacitações em corte, costura, upcycling, desenvolvimento de produtos, controle de qualidade, empreendedorismo, precificação e comercialização. A proposta transforma o resíduo em matéria-prima e, simultaneamente, cria oportunidades de trabalho, renda, autonomia econômica e fortalecimento de empreendimentos liderados por mulheres.A iniciativa está alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305/2010, especialmente aos princípios da prevenção, responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, não geração, redução, reutilização, reciclagem e destinação ambientalmente adequada. Também se enquadra na Lei nº 14.260/2021, regulamentada pelo Decreto nº 12.106/2024 e pela Portaria GM/MMA nº 1.250/2024, que estabelece incentivos para projetos voltados ao fortalecimento da cadeia produtiva da reciclagem.O projeto contempla metas previstas na legislação, incluindo capacitação e assessoria técnica; incubação de empreendimentos sociais; implantação e adaptação de infraestrutura física; aquisição de máquinas, equipamentos e veículos; organização de redes de comercialização e cadeias produtivas; realização de pesquisas e estudos; e desenvolvimento de tecnologias e metodologias para agregar valor aos materiais reutilizáveis e recicláveis.O Centro também promoverá campanhas de educação ambiental, palestras, oficinas, ações em escolas e mobilizações institucionais sobre consumo consciente, separação, doação, reutilização e reciclagem dos resíduos têxteis. As organizações participantes receberão informações sobre os materiais coletados e sua destinação, fortalecendo a transparência, a governança ambiental e a demonstração de resultados relacionados às práticas ESG.A proposta está fundamentada na experiência prática do Projeto Milieco, que já reaproveitou toneladas de fardamentos e produziu milhares de artigos sustentáveis, desenvolvendo parcerias com instituições públicas, empresas e unidades de saúde. Essa trajetória demonstra capacidade técnica, conhecimento dos materiais, domínio dos processos produtivos e potencial para ampliar a metodologia em escala estadual.Com a implantação do Centro de Gestão de Resíduos Têxteis da Bahia, o estado poderá avançar na construção de uma cadeia têxtil mais circular, inclusiva e rastreável, reduzir disperdicio e estimular o consumo por produtos sustentaveis
Segmentos identificados
A classificação considera o texto disponível nas fontes. Um plano pode incluir várias finalidades; confira as especificações antes de interpretar o registro como potencial demanda.
Ver termos que ajudam a explicar a classificação
- Desenvolvimento econômico: empreendedorismo
- Educação: educação
- Limpeza e manutenção: higienização
- Meio ambiente: ambiental, ambientais, resíduos sólidos, reciclagem, coleta seletiva
- Obras e infraestrutura: construção
- Saúde e equipamentos: saúde, hospitalares
- Serviços e capacitação: capacitação, assessoria
- Veículos e transporte: veículos
- Vestuário e proteção: uniformes
Histórico observado pelo Radar
As datas abaixo mostram quando identificamos cada mudança. Elas podem ser posteriores ao evento ou à publicação original.
Registro incorporado à base