O projeto Mulheres na economia circular: Transformando materiais em renda tem por objeto promover a inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade social por meio da transformação de materiais descartados em prod...
Registro 88675 · 2026
O que a fonte informa
- Valor do registro
- Valor não informado
- Estágio
- Planejamento registrado
- Beneficiário
- ERIC BORBA CARRAZZONI LTDA
- Município do beneficiário / UF
- SÃO PAULO / SP
- Parlamentar / autor informado
- Não informado
- Identificador na fonte
- 88675
- CNPJ do beneficiário
- 44264132000104
O município é o do beneficiário informado pela fonte; o local de execução pode ser diferente e deve ser conferido no objeto.
Situação original na fonte: Em Análise.
Origem: proposta de parceria; vínculo com emenda não confirmado.
O valor informado está associado a este registro. Ele não confirma pagamento ao fornecedor, saldo disponível ou uma contratação ainda por acontecer.
Descrição publicada na base consultada
O projeto Mulheres na economia circular: Transformando materiais em renda tem por objeto promover a inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade social por meio da transformação de materiais descartados em produtos e em renda, articulando educação ambiental, geração de trabalho e autonomia econômica. A proposta parte de um princípio simples e potente: o material mais sustentável é aquele que já existe. Em vez de tratar o material descartado como fim de linha, o projeto o reposiciona como matéria-prima e como oportunidade de renda, na lógica da economia circular, que substitui o modelo linear de extrair, produzir e descartar por ciclos contínuos de reuso e revalorização.A escolha das mulheres como público não é acessória, mas estrutural. O fenômeno da feminização da pobreza, cunhado por Diana Pearce, descreve como a pobreza recai de forma desproporcional sobre as mulheres, sobretudo as que chefiam famílias e vivem em territórios vulneráveis. Já em 1978, ao formular o conceito, Pearce constatava que "a pobreza está se tornando, rapidamente, um problema das mulheres". Responder a isso exige mais do que assistência, exige autonomia. Formar uma mulher para transformar materiais, precificar, vender e gerir o próprio dinheiro é, concretamente, ampliar sua liberdade econômica e romper o ciclo da dependência.Essa autonomia se constrói na chave da economia solidária. Paul Singer, seu principal formulador no Brasil, a definiu como "um modo de produção e distribuição alternativo ao capitalismo, criado e recriado periodicamente pelos que se encontram, ou temem ficar, marginalizados do mercado de trabalho". É essa a aposta do projeto: não entregar um curso que termina, e sim uma estrutura de trabalho e renda que permanece, ancorada na cooperação e no protagonismo das participantes.Operacionalmente, a iniciativa é realizada pela Lixiki, empresa de soluções ecológicas com mais de 15 anos de atuação em reutilização de materiais e ecoeducação, em parceria com organizações sociais ou cooperativas locais, responsáveis pela mobilização das participantes e pelo acompanhamento social. Esse desenho torna o modelo replicável em diferentes territórios e contextos, adaptando-se ao público de mulheres atendido por cada parceira. O projeto oferece formação gratuita de 8 meses, com dois encontros por semana, cerca de 64 encontros e 192 horas, para até 30 mulheres, na razão de uma facilitadora para cada dez participantes. O percurso se organiza em cinco etapas replicáveis: coleta e seleção de materiais; transformação e produção; educação financeira; noções de venda, precificação e comercialização; e microempreendedorismo. Para assegurar a permanência das mulheres, o projeto concede uma bolsa-auxílio de permanência, paga por transferência bancária e vinculada à frequência, reconhecendo a realidade material das participantes.Como resultado, espera-se que as mulheres estejam aptas a transformar materiais descartados em produtos com valor de mercado, a gerir seus recursos e a comercializar sua produção, com parte delas gerando renda e formalizando seus negócios. O projeto entrega ainda uma metodologia padronizada e replicável, aplicável a diferentes tipos de material, e uma feira final aberta, na qual as participantes apresentam e vendem o que produziram.O objeto adere integralmente às finalidades da Lei de Incentivo à Reciclagem, Lei nº 14.260/2021, e à Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/2010, ao promover a capacitação, a inclusão produtiva e o fortalecimento da cadeia produtiva da reciclagem. Conecta-se, ainda, aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em especial a erradicação da pobreza, a igualdade de gênero, o trabalho decente e o crescimento econômico e o consumo e produção responsáveis. Ao unir materiais, renda e autonomia de mulheres, o projeto gera, ao mesmo tempo, benefício ambiental, pela redução e pelo reaproveitamento de materiais, benefício social, pela inclusão de mulheres em vulnerabilidade, e benefício econômico, pela geração de trabalho e renda no território.
Segmentos identificados
A classificação considera o texto disponível nas fontes. Um plano pode incluir várias finalidades; confira as especificações antes de interpretar o registro como potencial demanda.
Ver termos que ajudam a explicar a classificação
- Assistência social: vulnerabilidade social
- Desenvolvimento econômico: economia solidária
- Educação: educação
- Meio ambiente: ambiental, resíduos sólidos, reciclagem
- Serviços e capacitação: capacitação
Histórico observado pelo Radar
As datas abaixo mostram quando identificamos cada mudança. Elas podem ser posteriores ao evento ou à publicação original.
Registro incorporado à base