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SÃO CARLOS · SPPlanejamento registrado

O estudo "Advancing Textile Circularity: Europe's Textile Waste Challenge" publicado em março de 2026 pelo Boston Consulting Group aponta que em 2025 a Europa gerou 15,2 milhões de toneladas de resíduos têxteis, sendo 13,3 milh...

Registro 88848 · 2026

O que a fonte informa

Valor do registro
Valor não informado
Estágio
Planejamento registrado
Beneficiário
LCM TREINAMENTO E CONSULTORIA EM SUSTENTABILIDADE LTDA
Município do beneficiário / UF
SÃO CARLOS / SP
Parlamentar / autor informado
Não informado
Identificador na fonte
88848
CNPJ do beneficiário
12195952000197

O município é o do beneficiário informado pela fonte; o local de execução pode ser diferente e deve ser conferido no objeto.

Situação original na fonte: Em Análise.

Origem: proposta de parceria; vínculo com emenda não confirmado.

Como interpretar o valor

O valor informado está associado a este registro. Ele não confirma pagamento ao fornecedor, saldo disponível ou uma contratação ainda por acontecer.

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Objeto e finalidade

Descrição publicada na base consultada

O estudo "Advancing Textile Circularity: Europe's Textile Waste Challenge" publicado em março de 2026 pelo Boston Consulting Group aponta que em 2025 a Europa gerou 15,2 milhões de toneladas de resíduos têxteis, sendo 13,3 milhões desse total oriundo de pós-consumo, com apenas 1,5 milhões de toneladas recolhidas e triadas e menos de 1% efetivamente reciclado em novos produtos. Nesse contexto, em março de 2022 a UE adotou a Estratégia para Têxteis Sustentáveis e Circulares no âmbito da qual surgiram um conjunto de regulações vêm transformando objetivos e metas em sustentabilidade e Economia Circular (EC) até então voluntários em exigências legais, com destaque para o Regulamento de Ecodesign para Produtos Sustentáveis que estabeleceu a proibição da destruição de roupas não vendidas, critérios de durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade e a obrigação da adoção do Passaporte Digital do Produto. Essas políticas públicas vêm alterando radicalmente a forma de conceber, produzir, consumir e descartar produtos de moda na Europa, com França e Holanda liderando o processo de transformação ao unirem governos, empresas, universidades e sociedade civil na busca por soluções que combinassem os princípios da EC com reindustrialização, pois segundo estimativas da UE, entre 20 a 35 empregos são criados para cada 1000 toneladas de roupas usadas recolhidas, triados e encaminhados para reutilização e/ou reciclagem. No Brasil, segundo estudo da S2F Partners de 2025, 4,6 milhões de toneladas desse tipo de resíduos são gerados anualmente. No entanto, enquanto os resíduos têxteis industriais são contemplados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), há um “vácuo legislativo” no que se refere às roupas usadas, posto que não existe previsão na PNRS para o estabelecimento de um sistema de Logística Reversa (LR) para esses resíduos. Ainda assim, nos últimos anos observa-se a consolidação de um clima institucional favorável a mudanças nesse cenário em função, pelo lado governamental, de políticas e instrumentos como a Nova Indústria Brasil, a Estratégia e Plano Nacional de Economia Circular (PNEC) e a Lei de Incentivo a Reciclagem (LIR) e, pelo lado empresarial, de um crescente número de iniciativas de recolhimento de roupas usadas em pontos de venda e posterior encaminhamento para reciclagem. O Fórum Brasileiro de Moda Circular (FBMC) surge nesse contexto como uma iniciativa voltada a estimular o debate e a busca por soluções capazes de auxiliar a indústria da moda nacional na transição para a EC, e em sua primeira edição, realizada em maio de 2025 na FEA-USP, contou com a participação de representantes do MMA, do MDIC, da CNI, da Universidade do Aalto (Finlândia), de empresas Brasileiras (Lojas Renner) e portuguesas (Valérius 360), Business Finland e de pesquisadores da USP. Reeditando a parceria de sucesso do ano passado, a 2ª Edição do FBMC será realizado nos dias 24 e 25/11/ 2026 no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC). em São Paulo e foco dessa edição serão os casos de sucesso da França e Holanda e como podem nos inspirar na construção de políticas públicas e ações setoriais baseadas no princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. O primeiro dia será dedicado aos convidados Europeus com as seguintes palestras previstas: 1. Representante da Producer Responsibility Organization (PRO) da França (Refashion); 2. Representante PRO da Holanda (Collectief Circulair Textiel); 3. Representante do Ministério da Infraestrutura e Gestão da Água da Holanda (responsável pela definição das metas de circularidade para 2025–2030 do setor); 4. Representante do Dutch Circular Textile Valley (ecossistema de circularidade têxtil na Holanda); 5. Representante do projeto Nouvelles Fibres Textiles, projeto da região Francesa de Auvergne-Rhône-Alpes, pioneiro na triagem e preparação automáticas de roupas usadas para reciclagem e; 6. Representante do Ecossistema de Cidades do Oeste, consórcio regional que conecta a infraestrutura de grandes cidades do oeste holandês para fechar o ciclo de vida dos produtos descartados. No segundo dia, o foco serão os atores brasileiros, com palestras de representantes do MMA, MDIC, ABIT, marcas e varejistas de moda, cooperativas e empresas de reciclagem têxtil. Mais do que apenas expor seus pontos de vista e iniciativas, esses atores serão provocados a pesarem juntos ações setoriais que possam fazer avançar a reciclagem têxtil no Brasil em linha com o que preconiza tanto a PNRS como o PNEC. Nesse contexto, o objeto desta proposta é a 2ª Edição do Fórum Brasileiro de Moda Circular, cujo principal resultado esperado é contribuir com os debates e propostas de soluções para a gestão e reciclagem dos resíduos têxteis de pós consumo no Brasil. Além de presencial, o evento será transmito via internet com o intuito de conscientizar o maior número possível de cidadãos (entre público presencial e remoto, o evento espera impactar 2.000 pessoas).

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